A Importância de ter peças-chave


Quando um profissional consegue resgatar a essência e passa a saber qual a sua missão no mundo, direciona com mais segurança o caminho para encontrar bem estar e motivação no trabalho. É certo que uma pessoa que encontra uma missão na vida possui grandes chances de ser muito bem-sucedida. Contudo, ela precisa sentir que a empresa em que trabalha corresponde as suas expectativas, ou deve procurar emprego em outro lugar.

A lógica para isso? Quem está conectado com a própria essência e sabe do seu valor tem a autoestima elevada.

O empresário Flávio Augusto da Silva, fundador da rede de escolas de inglês Wise Up, acionista da abril Educação e criador do programa de desenvolvimento de profissionais Geração de Valor, diz; “Basicamente, o aumento da autoestima também eleva a lista do que você passa a considerar inaceitável“. Pensando assim, um funcionário bem resolvido, com plena consciência de seu potencial, que não encontra na empresa oportunidades para seu desenvolvimento, irá embora.

Empresas não podem oferecer apenas benefícios e salários mais altos. É preciso oferecer um proposito maior, uma missão para cada colaborador. Cada um deve saber que sua função dentro da empresa contribui de maneira significativa para a missão maior.

Quando a organização mostra a um colaborador que ele é peça fundamental em seu jogo e toma atitudes claras de quanto reconhece seu valor, ele ganha um fiel – e apaixonado – escudeiro. Ele certamente estará mais motivado a levantar cedo pela manhã, trabalhar, consciência da sua importância do seu trabalho para si mesmo e para a empresa. Ele se sentirá parte do time e com vontade de fazer as coisas acontecerem.

É assim que se constroem verdadeiros laços profissionais, que resultam em um trabalho com mais qualidade e produtividade, e que geram mais resultados para todos. Na Google, por exemplo, uma das políticas mais fortes de gestão de pessoas é a meritocracia. Não é, porém, uma meritocracia baseada na competitividade entre os colaboradores. Afinal, o lema da empresa é “ don´t be evil” ou “ não seja cruel”. O que o Google busca é fazer com que as pessoas se divirtam no trabalho e que ele esteja integrado de uma forma visceral as suas vidas. É por isso que eles são adeptos de tantas politicas inovadoras de gestão de pessoas. O chefe desempenha um papel importantíssimo: precisa ser o mais humano possível – e é cobrado por isso. Há até regras da empresa para o comportamento ideal de um bom líder, dentre elas; dar autonomia aos subordinados; interessar-se pela vida pessoal e pelas necessidades pessoas de cada um de sua equipe; ajuda-los a desenvolver a própria carreira, sem medo de criar bons sucessores. Todas essas ações juntas formam um time feliz e eficiente. Cada um ali se sente valorizado em sua essência e percebe esse tratamento individualmente.

O modelo de gestão de pessoas no Google está alinhado com um valor estimado pela empresa: criatividade. Os funcionários podem até levar seus cachorros de estimação – a permissão acontece nos Estados Unidos e, goram, também no escritório da gigante da internet no Brasil. Os cãezinhos ficam ao lado dos funcionários, e, obviamente, alegram o ambiente, além de controlar a ansiedade e combater o stress. Não é raro que, no meio do fechamento de um projeto importante ou em um dia pesado de trabalho, os funcionários deem uma pausa para fazer um carinho nos pets, o que ajuda (e muito) a relaxar. O ambiente da Google em São Paulo é voltado para que as pessoas que lá trabalham se sintam bem- e felizes. Há espaço para descanso, salas especiais para estimular “ o ócio criativo” e até uma feira livre com frutas a disposição. Além disso, a empresa oferece benefícios financeiros para que os funcionários façam cursos que não necessariamente têm a ver com o dia a dia de trabalho. E eles ganham um extra para saírem com colegas depois do trabalho. Se você entrar no escritório da Google, vai ver que o clima e muito leve, com mesas integradas e cheias de bonequinhos. A ideia da empresa, que é uma das mais inovadoras do mundo, é estimular a criatividade de seus funcionários. E, para isso, nada melhor do que um ambiente propício.

É preciso também enaltecer a diferença que o trabalho de cada um faz para o alcance das metas do grupo. A empresa é apenas uma empresa, se levarmos em conta sua estruturação física. Ela passa a se chamar organização, quando existem pessoas que trabalham para ela de modo fluido. Esse encadeamento de talentos é o segredo do sucesso. Trabalhar com os melhores só fara da organização a melhor do mercado, caso também haja uma boa gestão para a retenção desses indivíduos que são fundamentais para a roda girar. Ajude-os a desenvolver seus pontos fortes e estará ajudando sua organização a formar pilares fortes e sólidos. A contratação de talentos sem liderança, motivação e reconhecimento é desperdício de tempo e de dinheiro. Pessoas felizes produzem mais, criam mais e são mais fiéis e a uma organização. Assim como acredita-se que o cliente voltara a comprar com você, o cliente interno (colaborador) feliz voltará a suar a camisa para bater metas, para levantar a equipe e para fazer a organização crescer. Se você não cuidar dos colaboradores tal como seus consumidores, poderá perdê-los.

Em primeiro lugar, cuide de seu cliente interno (o colaborador). Como resposta, ele encantará o cliente externo e trará mais resultado. Acredite: a felicidade pode ser contagiosa! E o que mostra um estudo da revista cientifica British Medical Journal. Uma pessoa satisfeita e alegre fará com que as pessoas em volta dela se sintam assim também. Segundo a pesquisa, isso não acontece apenas com laços imediatos. Se você – colaborador, líder, ou dono de uma organização – se empenhar em tornar o ambiente interno feliz, gerará um efeito viral e atingirá pessoas de fora de empresa. Não apenas os clientes, mas a família dos colaboradores e até mesmo os amigos dos clientes da família. Pensando de maneira ambiciosa, uma cultura que valoriza os trabalhadores reflete positivamente na sociedade em que a organização está inserida. Isso vira um ciclo virtuoso, que traz cada vez mais sucesso, realização e resultados positivos. Não dá vontade de começar a colocar tudo em pratica agora?

(*) Alexandre Slivnik é autor do best-seller O Poder da Atitude, sócio-diretor do Instituto de Desenvolvimento Profissional (IDEPRO), diretor-executivo da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD)

Este artigo é parte integrante do livro “ O Poder de Ser Você”, que está à venda em todas as livrarias.

Fonte: CIO

Abs

Luiz

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