TIC e negócios: é hora de simplificar para fazer mais


Simplificar a TI é o novo mantra do mercado. Nas pesquisas e projeções de todas as grandes consultorias e instituições do setor, como Gartner, IDC e IT Excellence Institute, a guerra à complexidade que cria um emaranhado de tecnologias úteis, porém difíceis de usar e, especialmente, de demonstrar benefícios rápidos e diretos ao usuário, tem sido uma máxima.

Não à toa, em plena era da transformação digital, a TIC precisa alinhar-se à estratégia de negócios de maneira orgânica, gerando agilidade, produtividade e otimização de recursos que se traduzam em resultados palpáveis. Em um ano em que as previsões para a economia nacional são ruins e para a global, contidas, para dizer o mínimo, a tecnologia adequada a qualquer empresa será aquela que trouxer rápido Retorno do Investimento (ROI), economia de tempo e dinheiro, maximização da força de trabalho, baixo custo de implantação e treinamento e, é claro, auxiliar direta ou indiretamente no aumento de vendas e receita.

Nesta linha, a simplificação da TI entra como fator principal. E simplificar não é reduzir uma solução a parâmetros básicos, não é fazer uma versão light de um software complicado e robusto; é dar usabilidade, facilidade de uso, a uma tecnologia completa, abrangente e realmente útil.

É fato: não há software bom se o usuário não souber operá-lo. Uma solução muito complicada será, no mínimo, subutilizada, já que o usuário chave não será a TI, mas as áreas departamentais. De que adianta um ótimo software de gestão se somente quem sabe operá-lo de forma a extrair todas as suas possibilidades é o técnico da fabricante que ministrou o treinamento? Se o Financeiro, o RH, o Fiscal e o Contábil, o Marketing, o Compras, o Estoque e Logística acharem a ferramenta tão complexa a ponto de apelar às velhas e boas planilhas para organizar seus processos?

É bom ter em mente: se o usuário encontra um obstáculo, ele o contorna da forma como conhece, e isso vira cultura. Se o sistema de gestão não for fácil de usar, ele voltará às planilhas, documentos em separado, e entregará seus resultados, porém criará ações e controles paralelos que se tornarão cultura e dificultarão a vida de qualquer gestor.

Um funcionário que tem facilidade no uso de um software o utiliza mais e produz mais. Se o software tem boa usabilidade, o usuário consegue operá-lo já na primeira vez após o treinamento e voltar a usá-lo sempre que preciso sem requerer novas explicações, reduz a taxa de erros induzidos pelo software, consegue produzir mais por meio do sistema e sente-se mais feliz ao utilizá-lo por perceber que ajuda, ao invés de complicar ainda mais, seu trabalho.

Logo, facilitar é sinônimo de produzir, simplificar é sinônimo de ganhar mais, em se tratando de software.

Para chegar neste patamar de oferta de tecnologia, não é preciso reinventar a roda, afinal, as demandas de gestão de todo negócio são conhecidas e os problemas de software, antigos. Então, por que não são resolvidos? Porque fazer software não é simples. E para atingir a usabilidade, é importante atentar para todo o processo de desenvolvimento da solução.

Usar ferramentas e métodos de desenvolvimento complexos só criará uma cultura de complexidade. Tanto é que estudos anuais indicam que um altíssimo índice de projetos de ERP falham e trazem insatisfação ao usuário, relacionando sempre no topo destes rankings os softwares desenvolvidos em linguagens naturalmente complexas – muitas vezes, dominadas unicamente pelo fabricante, o que engessa o processo de transferência de conhecimento, aumentando enormemente os custos e baixando na mesma proporção a produtividade da empresa contratante.

Desenvolver software em linguagens simples, adotar técnicas de qualidade e agilidade no desenvolvimento, como os chamados métodos ágeis, usar ferramentas de alta produtividade são todos recursos que ajudam a oferecer um sistema mais fácil, que será efetivamente usado, requererá menos suporte (leia-se menos custos) e gerará mais produtividade, resultados e satisfação.

Agregue a isso a mobilidade para atender às demandas de disponibilidade e terá uma fórmula confiável para gerar um produto satisfatório.

O bom fornecedor estará alinhado à estratégia de negócio de seu cliente: ele entenderá o que o cliente precisa e entregará soluções para suas demandas que não apenas gerem produtividade, mas criem uma cultura de facilidade de uso, confiabilidade e funcionalidade capaz de envolver todos os seus colaboradores. Ele entregará um software que ajudará o cliente a fazer mais, mais fácil.

(*) Robinson Klein é presidente da Rede Cigam

Fonte: CIO

Abs

Luiz

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