10 tendências vão direcionar a TI no Brasil em 2015, segundo a IDC


A IDC mapeou tendências, compilou a opinião de seus especialistas e liberou sua previsão dos temas que nortearão a indústria de tecnologia da informação no Brasil em 2015. A consultoria estima que o mercado brasileiro de TIC movimentará US$ 165,6 bilhões ao longo dos próximos 12 meses. A cifra representa um crescimento de 5% sobre os números do ano anterior. A seguir, o que a empresa lista os temas que figurarão entre as prioridades dos executivos nesse futuro próximo.

1. Serviços móveis e serviços profissionais para redes impulsionarão o mercado de telecom
Receita total de serviços de telecom alcançará US$ 104 bilhões no país ao final do ano. O desempenho será puxado por dois temas específicos: avanço na oferta e adoção de serviços móveis (com 4G adquirindo massa crítica e chegando a 11 milhões de assinaturas, ampliação no campo dos aplicativos, mobile payment, e as operadoras enfrentando que queda nas resultados obtidos com telefonia fixa) e serviços profissionais para redes, que colocarão as telcos com ofertas efetivas de soluções de tecnologia da informação.

2. Mobilidade corporativa focará processos
Até então, a consultoria enxerga o tema orientado a demandas pessoais. A partir de agora, o tema passará a endereçar processos de negócios. Essa mudança ocorrerá devido ao fato de que as organizações passarão a intensificar a adoção de mobilidade em suas estruturas. De acordo com a IDC, atualmente, 21% dos funcionários das empresas brasileiras com mais de 500 empregados usam dispositivos corporativos (considerando feature e smartphones). Um sinal vermelho para o ecossistema de mobilidade corporativa, alertam os especialistas, é que não há gestão ou controle por ferramentas de MDM (que fazem a gestão desses aparelhos), por exemplo. Pelas projeções, ainda, a tendência é que as operadoras sejam mais influentes e presentes nos processos de mobilidade.

3. Dispositivos móveis conectando vidas de forma irreversível
O volume de vendas de computadores, tablets e smartphones atingirá 87 milhões de unidades e movimentará US$ 27,5 bilhões em 2015. A cifra representa 45% do investimento total em tecnologia da informação (excluindo o mercado de telecom) realizado no Brasil, o que mostra que grande parte do dinheiro orientado à indústria virá da mão de consumidores finais que irão adquirir essas aparelhos em redes de varejo, especialmente no e-commerce. Na visão da consultoria, o cenário indica que o CIO tende a perder ainda mais força no poder de escolha dos aparelhos. Há tendência de avanço de tecnologias vestíveis (wearables) em solo nacional.

4. Ampliação do mercado de segurança, impulsionado por mobilidade e nuvem
As empresas têm abraçado dispositivos móveis de maneira intensa nos últimos meses e chega-se a um momento que a preocupação com os dados começa a se acentuar. Isso vem junto com um ambiente onde o processamento ocorre cada vez mais em nuvem, que demanda tráfego de dados muitas vezes sensíveis. As empresas vão querer adicionar uma camada extra de segurança para garantir sua proteção devido a esses dois contextos. Dessa forma, prevê a consultoria, segurança de end point movimentará US$ 117 milhões ao longo de 2015.

5. A internet das coisas ganha visibilidade
A IDC estima 130 milhões de “coisas” conectadas no Brasil até o final de 2015. Será o ano no qual o conceito começará, de fato, a decolar, com as primeiras aplicações vindo à tona. Algumas empresas começarão a colher benefícios e a adoção será puxada por organizações de grande porte. De acordo com a consultoria, 19% desse perfil de empresas têm, atualmente, planos para adotar o conceito. O que falta para a IoT é o modelo de negócios, sinaliza a IDC, apontando que o problema do conceito no país é menos de valor de investimento e mais de comprovar retorno.

6. Maior proximidade de executivos de negócio acelerará interesse por big data e analytics
No último ano se viu uma quantidade expressiva de projetos de big data em território brasileiro. A maior parte dessas iniciativas, contudo, ficou em prova de conceito ou limitada a uma área específica. Isso se dá porque não se percebia o valor das iniciativas, observa a IDC. Soluções de BI e de analytics movimentarão US$ 788 milhões no mercado local esse ano. Isso ocorrerá pois a tecnologia está mais compreendida e as linhas de negócio enxergam valor para tocar iniciativas que gerem receita às empresas.

7. A “terceira plataforma” exigirá evolução desenvolvedores
Pegar um legado e migrá-lo para nuvem não permite tirar total proveito do que se aponta como o futuro da tecnologia. Além disso, há reticências por parte das empresas de mexerem em sistemas antigos. Para alinharem-se a um contexto cada vez mais orientado à cloud, mobile, social e analytics, os desenvolvedores serão catapultados a um novo mundo, e precisarão estar preparados para desenvolver novas habilidades. Isso, por exemplo, significa buscar novas arquiteturas de aplicação para criar soluções elásticas. Metodologias ageis e DevOps serão importantes para esse cenário, prevê a IDC.

8. “Software-defined” continuará movendo inteligência do hardware para o software
Simplificar gestão e viabilizar um provisionamento mais rápido, com automatização de processos. A promessa de máquinas definidas por softwares faz brilhar os olhos de muitos executivos ao redor do mundo. De acordo com a consultoria, as ferramentas de gerenciamento de software movimentarão US$ 411 milhões no Brasil em 2015. A recomendação para os vendors é de que precisam acelerar a colaboração para que consigam viabilizar interoperabilidade necessária para entregar a facilidade prometida.

9. Infraestrutura e serviços para cloud estarão no centro das atenções
A experiência do usuário passa por desempenho e integração. A postura fará com que muitas companhias tragam seus conteúdos e aplicações ao país em busca de menor latência e agilidade. Infraestrutura convergente e armazenamento flash está no sonho dos CIOs, afirma a IDC, prevendo também que a nuvem será pautada por um modelo híbrido. A consultoria acredita, ainda, que a partir desse ano as empresas passarão a levar aplicações mais críticas para cloud.

10. CIOs e LOBs (line of business)
Executivos de negócio tomam cada vez mais decisões de tecnologia e isso vai se intensificar em 2015. Esses profissionais (LOBs) continuarão comprando recursos computacionais diretamente. Assim, começarão a aparecer problemas das contratações feitas por fora do conhecimento dos líderes de TI. A implantação de soluções a revelia do CIO causará algum tipo de lacuna as corporações, seja por segurança, por integração. Os efeitos são sentidos em alguns casos. Cada vez mais veremos os gestores de tecnologia serão chamados por executivos das unidades de negócios para evitar problemas.

Fonte: CIO

Abs

Luiz

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