Negócios digitais e a nova TI


A cada dia nos tornamos mais digitais. Hoje, estamos sempre conectados. O termo “internet”, usado como um espaço separado do nosso cotidiano (cyber space), está deixando de fazer sentido. A internet está no nosso cotidiano. E nossas interações digitais geram uma quantidade brutal de dados.

Além disto, o custo das tecnologias digitais, de sensores e processadores, está caindo abruptamente, tornando factível a digitalização de objetos antes inanimados. Isto é a Internet das Coisas.

O Gartner define Digital Business como sendo o encontro do mundo real com o digital. Pessoas, objetos e negócios interagindo de forma digital através de software.

Um exemplo de negócio digital é a Amazon, que usa software em todas as etapas de interação com os clientes. Todos os seus processos são automatizados a ponto de ser desnecessário que um cliente interaja com algum funcionário. Aliás, caso um cliente, por algum motivo, precisar interagir com um funcionário, isto é tratado como um “defeito” do sistema, cuja causa raiz precisa ser descoberta e corrigida.

Que oportunidades estas mudanças trazem para os negócios? E que ameaças?

Será que a TI tradicional está preparada para essa onda digital? As equipes de TI conhecem UX, entendem de mobile, sabem interagir com o cliente? Entendem de big data e analytics? Já estão usando cloud computing?

Estas perguntas remetem ao grande desafio que as organizações têm hoje frente às oportunidades dos negócios digitais.

O desafio tradicional de “alinhar a TI aos negócios” já não é suficiente. Precisamos de mais agilidade e capacidade de adaptação.

Precisamos de uma TI Bimodal, que alia a solidez e a eficiência da TI tradicional com a fluidez e agilidade necessárias para a inovação dos negócios digitais. Assim, a TI passa a ter um papel de liderança, com decisões que fazem parte do negócio, com fluidez, adaptações rápidas e foco estratégico.

Softwares para negócios digitais devem ser criados e gerenciados como produtos digitais — mobile apps, aplicações web, APIs e plataformas — com um ciclo de vida que vai desde a sua concepção, prototipação, experimentação, desenvolvimento e lançamento para o mercado. Isto requer um novo mindset na área de TI:

– A visão deve ser ambiciosa, mas as ações devem ser em pequenos passos.

– A capacidade de mudança e adaptação passa a ser vantagem competitiva.

– Capacidade de colher feedback do mercado para potencializar o impacto de negócio.

– Ciclos curtos e aprendizado constante.

– “Learn early, commit late.”

p “Succeed soon or fail fast.”

Várias técnicas e métodos são usados neste ciclo de criação de produto digital. Algumas que utilizamos com os nossos clientes são:

– Design Thinking

– Lean Startup

– Scrum e Kanban

– Engenharia Ágil

Acreditamos que esta nova fase dos Negócios Digitais traz um grande potencial de oportunidades em todos os setores da economia. As empresas que melhor se prepararem para aproveitar estas oportunidades serão as líderes nos seus segmentos nos próximos anos. E a capacidade de criação de Produtos Digitais é essencial nesta preparação.

(*) Bill Coutinho é Diretor de Tecnologia da Dextra

Fonte: CIO

Abs

Luiz

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