Sete verdades sobre dados na nuvem


Não vou aborrecer vocês com termos como “Big Data” e as capacidades de várias cepas de bancos de dados NoSQL. Prefiro discutir algo que está mudando drasticamente: o armazenamento e o acesso aos nossos dados.

Tal como a nuvem se desenvolve além de infraestrutura barata, a verdadeira inovação em 2014 virá do modo como vamos manipular os dados armazenados nessa ou naquela infraestrutura.

1. Casos de uso Multicloud se tornarão a norma, não a exceção 
Considerando que Amazon Web Services (AWS) foi, por anos, a única opção para os desenvolvedores, o mercado agora tem várias opções viáveis ​​de nuvem, como SoftLayer, Rackspace e Windows Azure, e que funcionam bem umas com as outras. Desenvolvedores vão procurar o melhor serviço.

Tome a Green Man Gaming como um exemplo de multicloud. O site de comércio eletrônico digital utiliza Cloudant (um DBaaS NoSQL) em infraestrutura IBM SoftLayer para garantir que o seu back-end esteja sempre disponível durante os grandes picos de tráfego gerados quando a empresa faz promoções especiais. Com o Cloudant gerenciando a camada de dados, a equipe da Green Man Gaming pode se concentrar em escalar sua camada de aplicação na AWS. O time da Green Man Gaming usa uma estratégia multicloud para obter o melhor dos dois mundos para o site: servidores de aplicativos virtualizados e infraestrutura de nuvem elástica atenta ao desempenho do banco de dados.

Ninguém quer ter todos os seus ovos em uma cesta, e os desenvolvedores não são diferentes. Com mais opções, as experiências em nuvem heterogênea crescerão.

2. Tecnologias de código aberto continuarão desbancando opções proprietárias 
Manter-se atualizadas com o ritmo da inovação tecnológica é quase impossível para empresas que queiram fazer tudo por conta própria. Quanto maior a empresa fica, mais avessa ao risco torna-se, e atualização tecnológica envolve riscos.

O poder do desenvolvimento open source no  gerenciamento de dados na nuvem e sua exportabilidade permitirá que empresas inovem em um ritmo tão rápido quanto  as maiores empresas de software do mundo.

O uso de código aberto permitirá que uma empresa selecione as melhores soluções ou plataformas existentes e entregue um serviço final sob medida para seus clientes. Esta realidade elevará o valor da inovação em cima de projetos open source.

3. Os clientes se beneficiarão da integração vertical na economia da nuvem 
Embora a primeira integração vertical possa conduzir à eficiência de custos, muitas vezes, em última instância, ela compromete o valor do todo.

O propósito da nuvem é tornar o hardware irrelevante. Muitas novas empresas em ascensãio nunca chegaram a tocar fisicamente o hardware que roda suas aplicações. Mas como a infraestrutura de nuvem é commodity, não há razão para ficar aprisionado a softwares e serviços. A nuvem permitirá às empresas aproveitarem o bom de integração vertical, evitando a estagnação.

4. NoSQL ganha força
Embora NoSQL tenha sido muito criticado nos últimos anos, os cientistas de dados, arquitetos e analistas de TI vão superar o risco percebido.

NoSQL não é tão imaturo como muitos pensam . E até mesmo o Gartner está ajudando a educar os tomadores de decisão de TI sobre os benefícios das soluções NoSQL e como elas poderão ser opções muito mais poderosas e rentáveis quando comparadas aos modelos relacionais tradicionais, de forte consistência.

Utilizar novas soluções NoSQL, como o Cloudant, o Cassanda e o  MongoDB, possibilita lidar com altos volumes de transações em um ambiente distribuído para suportar a necessidade de estruturas de dados dinâmicas e flexíveis

De acordo com o Gartner, bancos NoSQL e computação em memória serão algumas das tecnologias que terão papel importante na modernização da gestão da informação em 2014.

Já estamos vendo DBaaS validado como força motriz na adoção de NoSQL. O mercado DBaaS deve crescer de 22,1 por cento da receita dos fornecedores NoSQL hoje, para 61,2 por cento em 2016, de acordo com o 451 Research.

5. A camada de dados se torna o sistema operacional da nuvem 
Com a alta disponibilidade de rede, computação e armazenamento, o valor real da economia da nuvem são os dados gerados pelos sistemas e aplicações.

Há tantas maneiras de tirar proveito destes dados… E é aí que as empresas devem focar.

Já não é mais preciso se educar sobre as últimas inovações em switching, subsistemas de armazenamento, sistemas de arquivos, conjuntos de chips e sistemas operacionais.

O valor real está concentrado nas decisões em torno da aplicação e como os dados gerados são aproveitados.

Onde os dados estão armazenados? Como estão disponíveis para os usuários? Podem escalar com facilidade e acessibilidade? Podem ser otimizados para a minha aplicação?

São essas as perguntas que as empresas estão fazendo.

6. IaaS é uma mercadoria com forte pressão sobre os preços 
A infraestrutura como serviço (IaaS)  está realmente sendo tratada como uma mercadoria com margem baixa. Em 2014, o mercado fornecedor irá se diluir, e para sobreviver ao desbaste, os provedores terão que ter experiência em construção e operação de serviços Web Scale.

Os clientes querem que seus prestadores de serviços inovem e  acirrem a competição com serviços diferenciados.

Essa tendência já está em curso. A CenturyLink foi adquirida recentemente pela  Tier 3 para complementar as capacidades de IaaS da empresa, em um esforço para se tornar uma plataforma mais completa para desenvolvedores de aplicativos. Inversamente, a IBM, que  já tinha um extenso portfólio de software, adquiriu SoftLayer para ampliar sua infraestrutura de computação em nuvem e de data centers.

7. “Do it yourself” vai ser uma prática questionada com maior freqüência 
Em 2014, mais do que nunca, os tomadores de decisões entenderão os benefícios de trabalhar com um provedor de serviço especializado. Líderes empresariais e técnicos devem se perguntar o quanto poderão gastar, em tempo e recursos valiosos, com aspectos que conduzirão à diferenciação e ao aumento de valor do seu negócio.

Minha equipe e eu estamos animados com a oportunidade de desempenhar um papel importante nesta evolução e ver o que a camada de dados se tornará ao longo dos próximos dois anos.

(*)Derek Schoettle é CEO da Cloudant 

Fonte: CIO

Abs

Luiz

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