Bitcoin é mais do que uma moeda, afirma co-fundador da Coinbase


A Bitcoin é definitivamente o grande tema nas rodas de conversa do  South by Southwest (SXSW 2014). Mas em entrevista a Rolfe Winkler, do Wall Street Journal, o co-fundador da Coinbase, Fred Ehrsam, argumentou  que a maioria das pessoas tem uma perspectiva errada sobre a moeda digital.

O ex-executivo da Goldman Sachs considera que ela é mais do que uma moeda eletrônica. “Um dos erros comuns é só encararem a Bitcoin como uma moeda, em vez de [considerá-la] uma tecnologia”, defende. Ehrsam vê a Bitcoin como uma rede aberta capaz de suportar transferências (sendo a de dinheiro o primeiro exemplo e mais óbvio) sem a necessidade de uma terceira entidade.

Olhando para a Bitcoin como uma rede, é possível fazer analogias com os primeiros dias da Internet. Quando esta surgiu, era uma forma de as pessoas divulgarem informações em uma rede aberta e sem a necessidade dos correios, dos telefones, ou de equipamento de impressão.

Mas passou algum tempo até evoluir das páginas simples a portais como o eBay e, eventualmente, a Airbnb . As empresas em processo de falência e desintegração como a Mt, Gox são organizações da primeira geração do Bitcoin, desleixadas quanto à segurança, explica Ehrsam.

O executivo quis claramente defender a Coinbase, um processador de pagamentos em Bitcoin, como uma empresa mais inteligente e de segunda geração. Por exemplo, a sua atividade é sujeita a auditoria.

“Se houver um ‘buraco’ no nosso balanço, torna-se logo óbvio”. Também não é rigoroso falar de transações Bitcoin como sendo anônimas. “É decepcionante as pessoas considerarem-na como anônima quando é realmente a rede mais transparente que já existiu. ”

“E se o dinheiro fosse inventado hoje?” questionou Rolfe Winkler. As autoridades estariam em pé de guerra, disse Ehrsam, preocupadas com o fato de a Bitcoin poder ser gerada em um site e facilmente transferida para outro lugar. Nesse contexto, o executivo pensa que o universo Bitcoin precisa de mais regulação e supervisão para poder impulsionar a sua adopção maciça.

Mas  regras de anti-lavagem de dinheiro já estão em vigor, por exemplo. Para Ehrsam, a Bitcoin é “fundamentalmente a mais segura rede de pagamentos” já implantada. Ehrsam argumenta que os cartões de crédito, por exemplo, são pouco seguros, pois toda a informação ligada a uma transação de cartão de crédito online, pode ser usada para fazer transações subsequentes.

Contudo se o número de um cartão de crédito for roubado por hackers, as proteções de segurança impedem perdas de dinheiro efetivo. Enquanto, se as minhas chaves privadas de Bitcoin forem roubadas, perdem-se as moedas apenas.

Fonte: CIO

Abs

Luiz

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: