TI suportando a Sustentabilidade Ambiental – TI Verde


Retornando a minha serie de posts sobre TI Verde eu achei interessante discutir sobre um aspecto importante, que é justamente como as empresas identificam em qual estagio de maturidade estão em relação à TI Verde (e como podem colocar em pratica). Este artigo é baseado em uma apresentação que eu fiz sobre o assunto e achei mais interessante montar um artigo do que simplesmente compartilhar o PTT e perder a explicação.

Por quê sustentabilidade ambiental?

O assunto não é novo, e não há uma perspectiva de que deixe de sair da pauta de assuntos dos CIOs e gestores de TI em curto ou médio prazo. As empresas tem papel de responsabilidade muito alto no que se refere a forma como consomem e lidam com recursos naturais. O mercado pressiona por maior responsabilidade das empresas, exigindo produtos que sejam muito mais do que “ecologicamente amigáveis”. A cadeia de produção envolvida no produto também é responsável, portanto quando analisamos o caso de um produto “verde” também há a exigência que o meio de transporte (por exemplo) do mesmo também seja ecologicamente correto.  Outros fatores também são levados em consideração, e um destes fatores refere-se ao descarte eletrônico dos equipamentos. Nem é preciso dizer que isto tem impacto direto em TI. Quando equipamentos de TI ficam velhos e precisam ser descartados há uma grande responsabilidade da área de TI, pois a mesma deve se certificar que o equipamento será reciclado e reprocessado da forma correta (obviamente por uma empresa certificadas e capacitada para tal).

Se você acha que isto não tem impacto então nada melhor que um exemplo para ilustrar: Imagine que sua empresa resolveu se livrar dos equipamentos velhos e doou para uma empresa X. Agora imagine esta mesma empresa X de “reciclagem” resolve jogar alguns componentes velhos de alguns equipamentos em um aterro ou lixo público e no meio destes component5es que jogaram foram algumas peças que contém metais pesados (ex: bateria de notebook) e tem por um acaso uma plaqueta de número de ativo (não precisa ir longe: através do número de série é possível rastrear e chegar ao comprador). Um jornal resolve fazer uma reportagem sobre contaminação de lençóis freáticos em determinada região e descobre no meio dos detritos peças com número de ativo da sua empresa. Quando sair a matéria citando o nome da sua empresa pode ter certeza de que não será a coisa mais agradável a lidar. Empresas que poluem ambiente ganham péssima reputação e isso impacta diretamente no faturamento (clientes deixam de comprar seu produto porque a empresa polui o meio ambiente, acionistas odeiam má publicidade, etc. isso tudo sem contar a multa).

Portanto para você que está lendo este artigo posso dizer que sim, empresas tem que ter responsabilidade e devem cobrar isso de seus fornecedores e prestadores de serviço.

Entretanto nem tudo é tão complicado para implementar um programa de sustentabilidade ambiental para TI. Você pode iniciar em cima de 2 pilares:

Entretanto nem tudo é tão complicado para implementar um programa de sustentabilidade ambiental para TI. Você pode iniciar em cima de 2 pilares

Para entender estes 2 pilares é importante identificar em qual estágio sua empresa está em relação à TI Verde. O nível de maturidade é baseado em um modelo da Microsoft chamado de Core IO (Core Infrastructure Optimization) e é baseada em 4 estágios básicos (do Básico ao Dinâmico)

Do básico ao dinâmico

Aplicando esta mesma metodologia para TI Verde temos o seguinte:

Seguindo esta sequência fica mais fácil identificar e planejar uma implantação de sustentabilidade ambiental para a área de TI.

Seguindo esta sequência fica mais fácil identificar e planejar uma implantação de sustentabilidade ambiental para a área de TI. Um ponto interessante deste modelo é que na fase básica ela começa dentro da área de TI, porém na medida que avança atinge outras áreas da empresa até atingir toda a corporação. Entre outras palavras, sustentabilidade ambiental aplicada à TI exige que TODA a empresa participe do processo.

Habilitando a eficiência em TI

O primeiro pilar para uma implantação bem sucedida envolve 3 pontos básicos que devem ser analisados:

  • Reduzir Consumo De Energia
  • Reduzir emissão de carbono e impacto em energia em seu Datacenter
  • Identificar pontos de ineficiência em energia

Reduzir consumo de energia

A forma mais direta para reduzir consumo de energia é feita através se um uso mais eficiente. Para ter esta eficiência é fundamental que exista gerenciamento centralizado. Isto significa que sistemas (equipamentos em geral) tenham gerenciamento nativo de energia e que você tenha um gerenciamento centralizado de energia.

Reduzir consumo de energia

Reduzir emissão de carbono e impacto em energia em seu datacenter

Nuvem é o fator principal que viabiliza um impacto em consumo de energia e redução na emissão de carbono. Quando menciono Nuvem estou englobando nuvem privada (Virtualização + gerenciamento), nuvem pública (Serviços de computação em nuvem, localizados em datacenters que possuem controle rigoroso de energia e emissão de carbono) e nuvem híbrida (nuvem pública + nuvem privada).

Virtualização é uma realidade na maior parte das empresas, e permite reduzir grandes quantidade de servidores físicos, consumo de energia, refrigeração, etc. Já a nuvem pública oferece uma opção muito interessante, pois os datacenters de Computação em Nuvem seguem normas regulatórias severas para que sejam o mais “verdes” possíveis.

Reduzir emissão de carbono e impacto em energia em seu datacenter

Reduzir emissão de carbono e impacto em energia em seu datacenter - 2

Identificar pontos de ineficiência em energia

Muitas empresas não conseguem implementar práticas de economia de energia em servidores e aplicações. Mover tais serviços para Computação em Nuvem significa passar a responsabilidade do gerenciamento de energia para um datacenter que tem uma preocupação mais paranoica com economia de energia (afinal cada grau de temperatura a mais no datacenter gera um custo exorbitante para resfriar).

Microsoft possui uma ferramenta gratuita chamada de Microsoft Assessment & Planning Toolkit (www.microsoft.com/map) que faz um inventário de hardware & software do ambiente por um determinado período de analise, coletando dados de utilização do ambiente e depois gerando propostas de migração, consolidação de serviços e até mesmo ganhos de economia de energia com a migração de desktops, servidores, etc.

Além disso existem muitas boas práticas no mercado para datacenters no que se refere ao uso eficiente de energia. Estar atualizado com estas práticas e coloca-las em ação é fundamental.

Identificar pontos de ineficiência em energia

Usando a TI para suportar a sustentabilidade ambiental

O segundo pilar é bem interessante, pois mostra como TI tem que interagir em outras áreas da empresa como um todo para atingir uma sustentabilidade ambiental. Muito mais do que simplesmente monitorar e controlar a energia é atuar como um “conselheiro”, indicando soluções.

Neste aspecto temos 3 pontos que são facilmente atingíveis:

  • Reduzir viagens, incentivar Home-Office e requisitos de espaço no escritório
  • Otimizar processos para um escritório sem papel
  • Analisar uso de energia e emissão de carbono

Reduzir viagens, home-office e requisitos de espaço

Videoconferência é uma solução bem conhecida e que desde sua origem permitiu que pessoas conversassem (usando webcams) em qualquer lugar do mundo. Dito isso é muito mais simples que viagens (principalmente aéreas) sejam reduzidas para dar lugar a videoconferências. Transportes aéreos em geral tem grande emissão de carbono e medidas simples como essa já trazem um impacto (além de reduzir muito custos com viagens).

Espaços físicos em escritórios são caros, em especial nas grandes capitais. Além disso para aqueles que convivem nos grandes centros urbanos tem que lidar com trânsito (já parou para calcular quantas horas você perde por dia só no transporte?). Muitas empresas começaram a adotar mesas e baias de uso geral, permitindo que funcionários trabalhem de forma remota e só venham ao escritório em caso de necessidade. Obviamente não adianta nada implementar uma política de home-office se você não oferece meios para que o funcionário trabalhe de forma remota da mesma forma que faria se estivesse no escritório (notebook, telefone VoIP, acesso remoto a e-mail e demais serviços corporativos, etc.)

Outro fator que tem ajudado muito que seus funcionários colaborem mais entre si é o uso de redes sociais corporativas. Não vou entrar no mérito deste assunto neste artigo, porém a quantidade de e-mails que você deixa de enviar e receber porque acaba colaborando através de uma rede social corporativa ajuda a eliminar a barreira de colaboração entre seus times, sejam, eles remotos ou não.

Reduzir viagens, home-office e requisitos de espaço

Otimizar processos para um escritório sem papel

Imprimir papel sem controle representa um desperdício e um impacto ambiental (imagine as épocas de final de ano quando as pessoas imprimem cartões de Natal ou aqueles que esquecem suas impressões na impressora). Abolir formulários baseados em papel e adotar formulários eletrônicos ajuda a reduzir gastos com desperdício de papel, além de proporcionar pesquisar tais informações contidas nos formulários eletrônicos de forma eficiente (formulários impressão exigem que sejam digitalizados, causando retrabalho).

Atualmente muitas pessoas utilizam tablets para uso pessoal e as vezes trazem para a empresa (fenômeno conhecido comoConsumerização de TI). Muitos tablets suportam interação através de canetas digitalizadoras, o que também ajuda a reduzir uso de papel para anotações (além de tornar dinâmico o trabalho).

Otimizar processos para um escritório sem papel

Analisar uso de energia e emissão de carbono

Se você conseguiu implementar um gerenciamento de energia centralizado resta então fazer uma análise de todos os dados coletados. Dentre as informações coletadas podem surgir novos pontos como por exemplo: que horário do dia tem maior consumo de energia nas estações? Quais são as aplicações que tem demandado maior quantidade de maquinas e storage? Se você é de uma empresa de manufatura (por exemplo) pode estender esta análise para um patamar superior: usar uma transportadora X tem menor impacto ambiental na emissão de carbono do que a transportadora Y? As possibilidade são enormes e aí mais uma vez cabe lidar com grandes volumes de dados.

Analisar uso de energia e emissão de carbono

Entregando a Visão

Aterrissando todos estes pontos vamos para os pontos práticos: qual solução de TI permite implementar uma sustentabilidade ambiental para minha empresa? Na verdade não há uma única solução, porém um conjunto delas que permite entregar esta solução. Cada produto da Microsoft possui parte desta solução, uma vez que parte do design e arquitetura dos mesmos possui como um dos pilares o uso eficiente de energia:

Entregando a Visão - 1

Entregando a Visão - 1

A Microsoft tem o comprometimento em entregar soluções desenhadas pensando nos aspectos de economia e uso eficiente de energia (ex: virtualização), além de permitir cenários que possam viabilizar projetos de sustentabilidade ambiental (ex: redução de formulários impressos usando OneNote). Além disso os datacenters da Microsoft que oferecem serviços de computação em nuvem seguem as normas de sustentabilidade ambiental e são projetados para operar com maior eficiência possível no uso de energia.

 

Post do Fabio Hara no TI Especialistas

Abs

Luiz

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