Gerenciamento de Configuração: você está fazendo isso errado


Falhas comuns ao adotar o processo de Gerenciamento de Ativos e Configuração da ITIL V3 (2011)

Gerenciamento da configuração
Amigos do Portal GSTI, estou de volta com a série sobre Falhas comuns na adoção de processos de gestão de serviços de TI baseada nas boas práticas da bibliotela ITIL. Quem já acompanha meus artigos há algum tempo, deve ter conferido as falhas comuns na adoção de:Gerenciamento de MudançasGerenciamento de Nível de ServiçosGerenciamento de Problemas,  Servicedesk, e este artigo sobre falhas genéricas na adoção da ITIL.
O tema que escolhi desta vez foi a Gestão de Configuração e ativos de serviço. Como é de costume, recomendo a leitura das páginas 90 a 92 deste ebook para quem tiver pouca intimidade com este processo.
Espero que as informações sejam úteis para a comunidade de estudantes, profissionais e curiosos da área de ITSM.
05 Falhas comuns – gerenciamento de ativos e configuração.

01) Dimensionamento do escopo e nível de detalhes inadequado

No planejamento deste processo, precisa ser definido para qual escopo ele irá ser executado: software, hardware, pessoas, ambiente, documentos; assim como o nível de detalhes para o registro de cada item de configuração: identificador, nome, categoria, relacionamentos status, entre outros.
Dimensionar um nível de escopo muito e detalhes muito abrangente causará impacto direto na atividade de controle destes itens: quanto mais informações para serem controladas, maior o risco de não serem atualizadas. Abrangência e granularidade aquém da necessidade, por sua vez, resultarão em uma gestão de configuração pouco assertiva.

02) Gerenciar itens de configuração apenas em operação

Itens de configuração devem ser registrados, controlados e auditados durante todo o ciclo de vida do serviço: estratégia, desenho, transição, operação.  Manter o foco na operação proporcionará um sistema de gestão da configuração incompleto, que fornece mais informações para reagir do que proagir.

03) Falta do processo de gestão de mudanças

Se você não tem um processo formal para a gestão de mudanças nos serviços de TI, provavelmente não terá bons resultados com a adoção de gestão de configuração, há não ser que invista antes naquele.
Itens de configuração só devem ser modificados quando autorizados formalmente e, neste caso, o sistema de gestão de configuração deve ser atualizado  Estas premissas são garantidas pela gestão de mudanças, com o apoio do processo de gestão de liberaçãoe implantação.

04) Falta de interface com outros processos

O gerenciamento da configuração recebe entradas e gera saídas para todos os outros processos de gerenciamento de serviços de TI. A falta de meios, mecanismos e atividades formais que garantam esta interatividade dificultarão  o trabalho realizado sobretudo no controle dos Itens de Configuração (IC).

05) Comprometimento inadequado com atividades de auditoria

Auditorias devem ser realizadas a uma frequência pré-estabelecida. Ignorar esta necessidade fará com que o sistema de gestão da configuração perca integridade em sua informação com o passar do tempo, até que chegue o dia em que a equipe não confia mais na informação gerida por este.
Abs
Luiz
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: