Cloud e futuro da TI nas organizações


É impressionante como o tom na conferência Cloud Connect, realizada anualmente no Vale do Silício, tem mudado ao longo dos anos. A conferência agora é mais fundamentada na realidade da implementação do modelo de clou computing no dia-a-dia, em vez de visualizar uma utopia. Muitas apresentações se concentram  em casos reais de uso e os passos concretos de ação, com um forte foco em computação em nuvem híbrida.

Um elemento forte da conferência deste ano: não houve um único orador que tenha começado sua fala dizendo: “Vamos definir a computação em nuvem.” Esta é uma clara indicação de que a indústria virou a página, deixou para trás os conhecimentos básicos em prol da discussão dos aspectos práticos associados à implementação da nuvem.

O modelo dominante apresentado na maioria das sessões foi de computação em nuvem híbrida , incluindo discussões de hardware, seleção de software, cargas de trabalho migratórias e gestão de custos. Comum a todas estas apresentações a visão de que o futuro da computação em nuvem será operado pelo departamento de TI, que irá desenvolver um modelo operacional comum usado em todos os ambientes de nuvem.

Obviamente, existem desafios significativos associados a esse modelo. Entre eles como induzir grupos de aplicações a abraçá-lo, uma vez que muitos deles adotaram computação em nuvem pública já sem qualquer envolvimento com a equipe de TI. Na verdade, não é segredo que muitos deles adotaram computação em nuvem pública, precisamente porque permitia prosseguir sem o envolvimento de TI.

Futuro está na nuvem pública, diz McKinsey
Poucos destoaram do quadro róseo de uma marcha liderada TI para o futuro nuvem híbrida. Entre eles, os consultores da McKinsey, Will Forrest e Kara Sprague. Eles propuseram um cenário diferente, e extremamente perturbador, do fina do roteiro de adoção da nuvem.

Forrest e Sprague questionaram o papel da computação de nuvem híbrida e até mesmo o futuro da TI como nós a conhecemos. Segundo eles, a maior parte do futuro da TI será em forma de computação em nuvem pública, que pode, muito provavelmente, ser conduzida por uma equipe de TI externa, criada especificamente para residir fora do ambiente da empresa.

A distinção entre a TI tradicional e a nova TI pode ser desenhada da seguinte forma:

  • TI antiga: automação do Trabalho, produtividade do trabalhador individual e digitalização dos processos.
  • Nova TI: modelos de negócio transformando a equipe de TI, crescimento da produtividade das empresas e produtos em formato digital.

Um termo comum para a nova TI é “sistemas de engajamento”, que capta a natureza digital, social e prolongada das novas aplicações de TI. A promessa é se envolver mais profundamente com os clientes para identificar e implementar oportunidades inovadoras e aumentar o desempenho financeiro. Estas são áreas nas quais os CEOs estão muito interessados, e eles já identificaram a computação em nuvem como o veículo através do qual eles podem ser alcançados.

Os CEOs olham para a computação como mio para aumentar a flexibilidade do negócio e oferecer capacidade elástica. Para os CEOs, a redução de custos é apenas o terceiro benefício da computação em nuvem, em ordem de importância.

A mosca na sopa para o CIO é que os CEOs não acreditam que suas atuais organizações de TI possam realmente implementar nova TI. Eles vão olhar para a infraestrutura de computação em nuvem pública. Ainda pior (a partir da perspectiva do CIO), os CEOs poderão muito bem criar uma outra área de TI, paralela, sem interferência nas responsabilidades pelos ambientes legados e descompromissada de processos e práticas tradicionais.

É uma visão impressionante delineada pelos consultores da McKinse. O antigo departamento de TI abraçando a computação em nuvem para alcançar a eficiência incrementais dentro do contexto das práticas estabelecidas, enquanto os CEOs perseguem a nova TI para criar ofertas de novos negócios e implementar profundas relações com clientes, tudo isso sem a participação direta da equipe de TI existente.

O fato de que os CEOs que já usam equipes de TI em paralelo falam com profunda insatisfação da TI como é praticada atualmente. O que incentivou o surgimento da “shadow IT”,de um novo tipo de comprador de nuvem.

Não sei quão difundido é o fenômeno que os representantes da McKinsey descreveram, e é impossível prever como tudo vai evoluir. No entanto, não há dúvida de que o velha TI está sob cerco, ameaçada pela chegada da computação sob demanda e daimpaciência dos CEOs sob pressão para conseguir melhores resultados financeiros e trazer novas ofertas para o mercado.

Uma coisa é seguro prever: a computação em nuvem está olhando em uma direção muito diferente da visão comum de TI.

 

(*) Bernard Golden é o vice-presidente de Soluções Corporativas daEnstratius Networks

 

Fonte: CIO

Abs

Luiz

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