Dez dicas de serviços em nuvens públicas


A Casa & Vídeo, site de comércio eletrônico brasileiro, que vende uma variedade de bens de consumo, de ar-condicionado a câmeras, até produtos de cama e banho, executa toda sua operação na nuvem pública da Amazon Web Services (AWS).

A Netflix, empresa norte-americana, com atuação nas Américas, Reino Unido e Irlanda, que possibilita o acesso a filmes por meio da web, é outra adepta da nuvem, também da AWS.

A Netflix começou as atividades usando seu próprio data center. Mas, de lá para cá, mudou grande parte da operação para a nuvem pública. Como a demanda de pico acontece durante a noite e, principalmente, nos fins de semana, fez sentido para a companhia pagar o que usa durante os períodos de maior demanda.

As duas organizações são exceção à regra no mundo corporativo, que prefere contar com nuvens privadas para operações críticas. Segurança de dados, privacidade e preocupações sobre a hospedagem possivelmente afastam companhias da nuvem pública e tem evitado que muitas delas migrem para o ambiente.

Por outro lado, CEOs e CFOs estão voltando, aos poucos, os olhares para o modelo “pay as you go” da nuvem pública, e estão caminhando para identificar como e onde a organização pode usar a cloud pública.

Veja a seguir dez dicas para serviços na nuvem:

1. Desenvolvimento e teste
Uma das primeiras soluções que a companhia deve considerar na nuvem pública é o desenvolvimento e testes. Na ausência de virtualização, servidores de aplicativos e banco de dados podem ocupar um servidor físico cada, com níveis de utilização de cerca de 10%. Mesmo com a virtualização, a máquinas podem ser subutilizadas, uma vez que a quantidade de dados de teste em uso equipamento é menor em comparação com ao gerado na fase de produção.

Dados de teste podem rodar nesses servidores de desenvolvimento e teste, mas também movidos confortavelmente para a cloud pública. Além disso, a organização pagará somente pela utilização. Metodologias de desenvolvimento ágeis, código de ramificação e integração contínua, que exigem muitos códigos e versões, requerem grande número de servidores de aplicativos e banco de dados em paralelo.

Mover todos esses equipamentos para as nuvens públicas faz sentido, segundo especialistas. Não só a organização paga somente quando usar os serviços, mas a latência da rede, as despesas de armazenamento e o desempenho também serão uma preocupação menor.

2. Plataforma de desenvolvimento de serviços

Organizações abraçam o princípio da DevOps [desenvolvimento + operações], e usam cada vez mais wireframes, design, gerenciamento ágil de projetos, ferramentas de teste automatizadas e plataformas de desenvolvimento para integração contínua. Como se observa, esses serviços pertencem à nuvem pública, tornando mais fácil aos programadores eliminá-los ou solicitá-los quando necessário.

3. Servidores de treinamento
Servidores de treinamento tornam-se mais fáceis de configurar no início do treinamento e depois podem ser devolvidos ao final. Eles também podem conter dados de teste em vez de dados reais. A partir de um console, ferramentas de provisionamento em nuvem pode criar ou devolver servidores na nuvem pública em questão de minutos. Essas ferramentas também são maduras para a criação de autosserviço.

4. Projetos de Big Data
Quando o jornal The New York Times precisou converter seus arquivos inteiros para o formato PDF, há alguns anos, usou a nuvem pública. Optou por cem servidores e o trabalho foi feito em apenas 24 horas.

Se um grande projeto de dados requer 10 mil servidores e o trabalho precisa ser feito em poucos dias ou mesmo horas, então a nuvem pública pode ser a escolha certa. Isso porque, pode não fazer sentido para qualquer organização comprar muitos servidores físicos, mesmo que eles sejam virtuais.

5. Websites
Informações da empresa, fotos de produtos, informações sobre preços, folhetos e outros tipos de conteúdos são muitas vezes hospedados na nuvem pública. O nível de segurança e a privacidade de um provedor de nuvem pública pode ser mais do que suficiente para passar a informação ao público.

6. Customer Relationship Management (CRM)

Ferramentas de CRM, como Salesforce.com, que já estão na nuvem deve funcionar bem na rede pública para gestão de clientes e prospecção. Normalmente, eles não são fortemente integrados a outros sistemas de e-mail, vendas e administração de compras, fazendo com que seja mais a migração para a nuvem pública.

7. Gerenciamento de projetos, relatórios de despesas e gestão de tempo
Tal como acontece com o CRM, essas três aplicações de missão de apoio podem tranquilamente saltar para a nuvem.

No entanto, se a organização estiver preocupada com a segurança e a privacidade dos dados de vendas e de finanças, poderá limitar os dados para uma infraestrutura de nuvem privada, enquanto aplicativos de relatórios de gestão de projetos, gestão de tempo e despesa vão para a cloud pública.

Dessa forma, a companhia pode liberar uma grande quantidade de servidores na nuvem privada para aplicações de missão crítica.

8. E-mail
Há anos, grandes empresas utilizam serviços de e-mail baseados em nuvem para armazenar mensagens antigas, em conformidade com a Sarbanes Oxley ou a Basileia II. Agora, é só uma questão de tempo para que todos os e-mails de empresas caminhem para a mesma direção, especialmente para aquelas que usam servidores Microsoft Exchange ou Office365.

9. Recursos Humanos
Mover aplicativos poucos usados pela empresa para a nuvem pública libera os recursos de nuvem privada para produção e outros usos. A gestão de recrutamento, administração de benefícios e aplicações de RH são candidatos naturais para a cloud pública.

10. Anti-spam e Antivírus
Muitas organizações utilizam os serviços em nuvem que realizar filtragem anti-spam e antivírus. Mesmo que esses serviços sejam hospedados pela organização, pode ser adequado enviá-los para a nuvem pública.

CEOs, CFOs querem que CIOs façam uso mais efetivo da nuvem pública porque o modelo tem o poder de reverter custos fixos em variáveis. Por outro lado, preocupações com segurança e privacidade, e uma sensação de perda de controle de dados internos, impede que empresas mudem de forma agressiva para a cloud.

Fonte: CIO

Abs

Luiz

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