Como lucrar com decisões ruins


 

Poderíamos fazer melhor se os desenvolvedores de tecnologias pensassem mais sobre as restrições da cognição humana. Laurie Santos, professora associada de psicologia na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, aponta em seu experimento “monkey economy” que macacos tomam decisões irracionais semelhantes as dos seres humanos quando o assunto é economia. A docente concluiu que desenhamos sistemas muito complicados para nossos cérebros navegarem com sucesso.

Quais atitudes irracionais tiveram os macacos quando tentaram obter guloseimas?

Nas pesquisas de Laurie, os animais avaliaram situações em termos relativos, em vez de absolutos. Eles eram avessos a perdas, evitando entrar no vermelho. Trabalharam duro para evitar perdas, muito mais do que buscar ganhos. Essas características são marcantes na forma como tomamos decisões.

A situação mostra que devemos nos preocupar quando projetamos sistemas que exigem que as pessoas pensem de forma absoluta. Imagine que você está tentando criar um sistema para dizer às pessoas que a sua conta bancária ou a carteira de ações está realizando uma atividade. Eles não estão prestando atenção nos números absolutos, mas sim nas mudanças de última hora.

Por que somos tão espertos,  mas cometemos erros?

Os seres humanos modernos vivem em ambientes que nossos cérebros não evoluíram. Você pode superar preconceitos, mas é preciso muito trabalho e a tarefa nunca será desempenhada de forma automática. Éramos caçadores-coletores e os tipos de tecnologias que usamos hoje são diferentes das que fomos projetados para lidar. Poderíamos fazer melhor se aqueles que desenvolvem  as tecnologias pensassem mais sobre as restrições da cognição humana.

Como?

Pense nos sistemas e produtos com as fraquezas das pessoas em mente. Projetamos hoje levando em consideração que as pessoas vão ser racionais e tomarão decisões lógicas. Mas isso não acontece. Temos vidas complicadas e executamos atividades rapidamente e temos pouco tempo para processar a informação.

Como as companhias podem usar esses dados para obter vantagem nos negócios?

As empresas vivenciaram erros humanos muito antes de os cientistas sociais. Olhe para a publicidade e o marketing. Mas há maneiras de ficar em linha com os consumidores e ganhar confiança. As pessoas querem superar as limitações e se você lhes der um mecanismo para isso, elas vão comprar de você.

As fraquezas humanas são rentáveis?

Olhe para as companhias de alimentos que oferecem produtos com poucas calorias. Elas estão ajudando as pessoas a controlar seus impulsos e a ingerir menos gordura e as empresas do setor estão ganhando dinheiro com isso. Agora, a nova visão das organizações é: “Se desenvolvemos produtos para superar preconceitos humanos, eles serão comprados”. Pequenas evoluções de tecnologias ou produtos podem mudar a maneira como as pessoas se comportam, beneficiando clientes e empresas.

Fonte: CIO

Abs

Luiz

 

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