A importância do Plano de Continuidade


Uma matéria publicada na revista ComputerWorld, edição 536, do mês de maio, cita um estudo global feito por uma empresa de segurança com 1,7 mil gestores, em 2010 envolvendo 18 países, tinha como objetivo entender quais eram os grandes dificultadores para recuperação em desastres. Segue alguns resultados desse estudo:

  • 32% sistemas virtuais não contam com backup regular.
  • Apenas 1 em cada 4 entrevistados usam tecnologia de replicação para proteção.
  • 68% dos servidores virtuais não contam com planos para recuperação de falhas.
  • 51% das empresas, no Brasil, afirmam que procedimentos de backup ocorrem apenas semestralmente.

Os dados dessa pesquisa, abrem espaço para falar a respeito de plano de continuidade de serviços de TI e junto com isso, até mesmo, primariamente, plano de continuidade dos negócios.

Esses dados são no mínimo curiosos e constatam uma realidade já percebida no dia a dia das empresas, as vezes parece que tem que acontecer a tragédiadesastre com a empresa ou com organizações próximas, para que questões de continuidade de negócio, e consequentemente TI, comecem a entrar em pauta das discussões. Um exemplo clássico, as tragédias no vale do Itajaí em 2008. As diversas empresas, TI e outras, públicas e privadas, tinham pouquíssimos ou nenhum planejamento para continuidade. Hoje a realidade é um pouco, veja bem, um pouco diferente. Já existem planos para continuidade em casos de tragédias que ajudam a minimizar os impactos para o negócio.

A ausência de um plano de continuidade de negócios (PCN), muitas vezes é usada como justificativa para a ausência de um plano de continuidade para serviços de TI. Essa justificativa tem um certo fundo de razão, pois é o negócio é que determinará o que é realmente crítico para o negócio e irá nortear qual deverá ser a disponibilidade esperada para os serviços de TI. Se o contrário ocorrer, continuidade dos serviços de TI, baseado apenas em TI, pode gerar custos e uso de recursos desnecessários.

Dessa forma, não existe plano de continuidade de serviços de TI, sem plano de continuidade de negócio. É interessante, nesse momento, citar também a diferença entre gerenciamento de disponibilidade e continuidade de serviço. O primeiro gerenciamento preocupa-se em manter o serviço funcionando da melhor maneira possível e o maior tempo possível, já a continuidade, trata das ações de recuperação e continuidade, caso aconteça algum desastre que interrompa a disponibilidade de tais serviços.

Penso que o momento atual das empresas e nossa sociedade, é oportuno para desenvolvimento e validação de planos para continuidade de negócio. A medida em aumentamos a dependência por serviços de tecnologia da informação, devemos aumentar nossos planos para continuidade desses serviços em caso de interrupções graves, que podem, em muitos casos, decretar a morte da empresa.

Fonte: ITIL na Prática

Abs

Luiz

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