Dados pessoais: por uma governança adequada


Informação e conhecimento são os motores da economia pós-industrial. Informação e conhecimento alimentam-se de dados. Em grande medida, de dados que dizem respeito a cada um de nós. É nesse contexto que a regulação da proteção de dados pessoais se espalha pelo mundo. O Brasil implementa aos poucos seu próprio regime de proteção.

Nesse contexto, o Ministério da Justiça (MJ) abriu, no último 28 de janeiro, por prazo prorrogável de 30 dias, dois debates públicos para discutir: (i) o decreto que regulamentará o Marco Civil da Internet; e (ii) o teor do Anteprojeto de Lei para a Proteção de Dados Pessoais (APL). Os debates estão sendo realizados por meio de plataformas interativas que coletam as contribuições de natureza pública. O tema da privacidade de dados pessoais permeia os dois debates. No caso do APL, foi oferecida proposta de texto de lei.

A proposta submetida ao público tem clara inspiração no regime europeu de proteção, um dos mais restritivos do mundo sobre o tema. Como exemplo, o APL reproduziu parcialmente o texto da proposta para a nova regulamentação europeia (ainda em discussão) ao definir que dados pessoais são aqueles que se referem a uma “pessoa natural identificada ou identificável, inclusive a partir de números identificativos, dados locacionais e identificadores eletrônicos”.

A adequada definição de dados pessoais é crucial, na medida em que, em sua ausência, não há proteção da lei. No atual estado da técnica, a referência a uma pessoa identificável traz em si o risco de se tratar como pessoais, dados que não têm o propósito identificar o indivíduo. Como resultado, estende-se sem necessidade, e em prejuízo da economia digital, a aplicabilidade da lei a praticamente qualquer tipo de dados.

Dependendo da velocidade (e conveniência) desse processo legislativo, aparenta avizinhar-se o dia em que, a par da observância das exigências já trazidas pelo Marco Civil da Internet, as empresas e o setor público terão que implantar controles e processos internos complexos e onerosos voltados ao compliance em privacidade.

O APL é centrado no direito à autodeterminação informativa, sob o qual o titular de dados pessoais é empoderado para gerir e controlar o fluxo de informações que lhe dizem respeito. Como a direitos correspondem obrigações, a principal fonte de legitimação para a coleta, uso e disseminação de dados pessoais pelo “responsável” – esta foi a designação escolhida para aquele que toma decisões quanto ao tratamento dos dados – é a obtenção do consentimento do titular. Não será tarefa simples.

Caso o texto do APL venha a se tornar lei, caberá ao “responsável”, por exemplo, ajustar periodicamente seus contratos e políticas de privacidade, uma vez que será exigido que o consentimento refira-se a finalidades específicas (e.g. transacionais ou associadas a marketing), as quais tendem a mudar com relativa frequência.

As obrigações não se limitam à questão do consentimento, dentre as quais, destacamos: (i) garantir que o titular tenha acesso a seus dados e possa solicitar eventuais correções; (ii) tratamento diferenciado de dados sensíveis (e.g. relativos à saúde); (iii) obrigações relativas à transferência ou comunicação de dados a terceiros, tanto em âmbito nacional, quanto internacional; (iv) indicação de um encarregado pelo tratamento de dados pessoais, o qual, dentre outras funções, receberá reclamações e adotar providências em relação a estas; e (v) adoção de medidas voltadas à segurança da informação e comunicação de incidentes de segurança.

Em apertado resumo, qualquer negócio que lide ainda que indiretamente com dados pessoais, deverá estabelecer processos internos para que conheça em detalhes e seja transparente sobre: (i) como coleta dados; (ii) para quê os dados são coletados; (iii) quais dados estão sob seu controle; e (iv) o que é feito desses dados. Na falta de cuidados, o responsável estará sujeito a penalidades que variam de multa à suspensão de suas atividades de tratamento de dados.

Outro ponto que merece destaque é a possibilidade de criação, ou não, de uma autoridade pública garantidora (uma espécie de agência reguladora para a privacidade). O APL fez menção apenas a um “órgão competente”, sem estabelecer seu formato institucional ou atribuir-lhe competências de forma explícita. A lacuna se explica pela falta de consenso no governo sobre sua conveniência.

Defendida pelo próprio MJ, a criação da autoridade de garantia atende a uma série de necessidades: (i) o estabelecimento de órgão com poderes normativos, fiscalizatórios e sancionatórios independente da ingerência governamental; (ii) a especialização em tema de altíssima complexidade e estratégico para o desenvolvimento social e econômico; e (iii) a eficiência na proteção de direitos com o afastamento de tutela difusa ou fragmentada.

Em tempos de Big Data, o papel de qualquer regulação relativa à proteção de dados pessoais é estabelecer regras de governança adequadas para o tratamento desses dados. A governança adequada deve levar em conta, não apenas os riscos ao direito à privacidade, mas também os benefícios para o indivíduo e para a sociedade como decorrência do processamento e análise de altos volumes de dados. Nesse contexto, somos todos stakeholders nos debates patrocinados pelo MJ. Não deixemos a oportunidade passar.

 

(*) Gustavo Artese é líder das práticas de Propriedade Intelectual, Privacidade e Direito Digital de Vella, Pugliese, Buosi e Guidoni Advogados e membro da IAPP – International Association for Privacy Professionals

Fonte: CIO

Abs

Luiz

Transformação da TI não é opção, é necessidade


O tema transformação digital é um dos principais temas que aparecem nos debates com CIOs. Em recente evento em que participei, com mais de 150 CIOs, o tema apareceu com destaque e me permitiu fazer algumas observações. Já existem alguns bons exemplos de transformação digital em andamento, mas a grande maioria das empresas ainda está muito tímida em relação a esta mudança.

Porque isso? Um aspecto que observei é a falta de uma concepção do que seja realmente a transformação digital. Outro é que muitos executivos mostram-se receosos de se envolverem em algo que esteja fora de sua zona de conforto e portanto, de controle. Mas o risco de não fazer nada ou ser lento demais é o maior de todos.

Porque a transformação digital não é opção, mas um fato que afetará todas as organizações? Lembram-se da era da explosão das empresas dot-com quando o refrão era “a Internet mudará tudo”? Pois é, houve a furo da bolha, muitas empresas faliram, mas a verdade inquestionável é que a Internet realmente mudou tudo. Apenas o timing do mote é que não funcionou…E vai mudar muito mais ainda, com a evolução exponencial da tecnologia.

O problema é que pensamos linearmente e não consideramos com a atenção devido ao ritmo exponencial desta evolução. Se dermos 30 passos, linearmente, chegaremos ao outro canto da sala, mas se forem 30 passos exponenciais, iremos parar na África. Essa analogia nos permite entender melhor as implicações do crescimento exponencial, e não linear, da tecnologia. Com esta percepção podemos visualizar melhor seus impactos nas empresas, na sociedade e na economia.

A interação das pessoas com a tecnologia é muito diferente do que era há meros dez anos. As pessoas hoje já foram alteradas em sua maneira de criar relacionamentos, comunicar-se e fazer negócios. Adotam tecnologias muito antes das empresas e com isso criam um cenário para que novos modelos de negócio surjam e criem rupturas em setores considerados estáveis. Estes novos negócios pegaram de surpresa as empresas dominantes. Porque o setor de telecomunicações não criou o Skype ou Whatsapp? O hoteleiro, o AirBnB? A indústria de táxis, o Uber? As livrarias, a Amazon? A TV a cabo, o Netflix? Os jornais desdenharam dos blogs e surgiu o Huffington Post. Hoje todos os jornais exigem que seus jornalistas tenham blogs, tuítem e estejam no Facebook.

A razão é simples. Uma empresa ou setor estabelecido, com seus produtos e serviços estáveis (“cash cow”), construídos e consolidados por décadas, busca incansavelmente, pela necessidade de manter seus acionistas felizes com seus resultados, protegerem ao máximo o status quo. Investir em um negócio disruptivo é afetar o seu próprio negócio.

Infelizmente, a disrupção potencial provocada pelo ritmo exponencial da evolução tecnológica exige que olhemos para além dos resultados do trimestre e coloquemos em questionamento à existência futura do negócio atual, como ele é hoje. A velocidade é outra.

Recentemente a Cisco anunciou que está acelerando seu processo de inovação, adotando os conceitos e modelos de funcionamento de startups, reduzindo o tempo de lançamento de produtos de seis a oito meses para duas semanas. Porquê? Simplesmente por que grandes corporações, com estruturas pesadas, são mais lentas em lançar inovações o que abre caminho para novos competidores ganharem espaço. A mudança é essencial para sua sobrevivência.

Também surge competição vindo de empresas de outros setores. Há pouco o Google lançou um serviço de telefonia móvel, nos EUA, que bate de frente com as práticas lucrativas das empresas dominantes do setor como a Verizon e a AT&T. O lançamento, denominado Project Fi, ainda é experimental e de nicho, mas poderá afetar, em muito, a indústria de telefonia.

Qual o papel do CIO neste cenário? Se ele quiser aumentar ou pelo menos manter sua relevância na empresa, deverá liderar o processo de transformação digital. Deve propor proativamente dinâmicas com os executivos das suas empresas para debater o futuro além do final do ano e desenharem, em conjunto, a estratégia digital da corporação. Deve buscar olhar para empresas de outros setores, olhar as empresas da Internet, bem como estudar novos negócios criados por startups. Mesmo que não sejam de seu setor de indústria. Criar uma plataforma para suportar um ecossistema ágil e flexível, que o ajude a implementar rapidamente novas soluções, olhando para além dos fornecedores tradicionais de tecnologia, passa a ser um fator decisivo.

Impossível continuar a tentar fazer planos de longo prazo. Há dez anos não existia iPhone, iPad, Facebook, Twitter…Fazer PDTI para os próximos cinco anos é jogar tempo e dinheiro fora. No máximo servem de direcionamento, mas estes planos devem ser revistos, pelo menos trimestralmente para se manterem atualizados com o ritmo exponencial.

Matar projetos vai ser algo comum daqui para a frente. Se demorar mais que o necessário, serão substituídos. Coisa impensável em TI até agora. O modelo deve ser de prototipação e colaboração, com os conceitos ágeis e DevOps adotados por empresas da Internet fazendo parte integrante de seus processos.

A área de TI deve atuar de forma flexível, multimodal, com processos mais estruturados para sistemas legados que demandam mudanças mais lentas e outros mais ágeis, como os apps para os contatos diretos com os clientes. E logo, também para muitos dos processos “core” da empresa.

O segredo é criar a auto ruptura, ou seja, antes que outro provoque uma disrupção na sua empresa, você mesmo a provoca. Uma disrupção gera desafios e riscos, mas abre novas oportunidades. O CIO deve atuar proativamente para ser um “digital attacker” em sua empresa.

Nas conversas com muitos CIOs fiquei com a impressão que muitos consideram que seus setores são relativamente imunes à transformação digital. Talvez alguns sejam realmente menos afetados que outros, mas todos serão afetados, em maior ou menor grau. E alguns simplesmente desaparecerão.

O CIO está em uma posição privilegiada: consegue ter uma visão de toda a empresa, pois hoje praticamente todos os processos estão de alguma forma suportados por sistemas. A questão é: ele está olhando para fora da área de TI? Está olhando para fora do seu setor de indústria? Quais são seus “blind spots”, aqueles pontos que não consegue ver, pois está envolvido no dia a dia de manter os sistemas funcionando?

A disrupção digital provoca questionamentos sobre a própria natureza do negócio. Por exemplo: o que é um serviço de táxi? O Uber não é serviço de táxi, mas compete diretamente com os táxis. Quem vai atender melhor as demandas do mercado? Os atuais taxistas ou negócios como o Uber? O mesmo se aplica ao conceito de hotel…o que é um hotel? O AirBnB não tem a estrutura de prédios, funcionários e administração de uma rede tradicional como a Marriott, mas vale muito mais. É, na verdade, uma empresa de software.

Olhando sua empresa, qual é a sua indústria mesmo? Este é um ponto chave: pense na sua indústria e veja, de um olhar de fora, o que poderá acontecer com ela com a exponencialidade tecnológica virando os conceitos tradicionais de cabeça para baixo. Por exemplo, a “shared economy” pode afetar seu negócio? Já pensou sobre esta possibilidade?

Um exercício simples: shared economy, wearable devices, Internet of Things, Big Data, Cloud Computing, mobilidade, veículos autônomos, computação cognitiva, impressoras 3D, etc., poderão afetar sua empresa? Se a resposta for “não”, talvez seja melhor pensar de novo…Já existem muitos casos de referência. Um exemplo é a estratégia dos Correios dos EUA (US Postal Service) que planeja usar seus centros de processamento de correspondências como hubs de impressão 3D. O relatório com sua estratégia pode ser visto emhttps://www.uspsoig.gov/sites/default/files/document-library-files/2014/rarc-wp-14-011_if_it_prints_it_ships_3d_printing_and_the_postal_service.pdf.

Outro exemplo é a varejista Tesco, que criou uma unidade de negócios, Dunnhumby, que vende análises e insights sobre comportamento dos consumidores para o mercado. Tornando anônimos os dados, para não identificar clientes, vendem informações sobre hábitos de compra em determinada zona postal, identificando, inclusive o potencial de compras, por região, para determinados tipos de produtos. E mesmo um negócio tradicional como as cadernetas Moleskine já criou uma estratégia digital (http://www.nytimes.com/2015/04/19/business/moleskine-notebooks-adapt-to-the-digital-world.html?_r=0).

À medida que as pessoas, carros, prédios, ruas e objetos se tornarem mais e mais conectados, as empresas vão descobrir que já estarão em um negócio que não foram criadas para estar. E então?

Aliás, as próprias corporações são elas mesmas uma tecnologia criada há cerca de 200 anos, baseadas nas ferramentas existentes no século 18, voltadas para maximizar escala e diminuir os custos de transação. Agora que as empresas e suas estruturas estão sofrendo disrupções pela adoção de tecnologias que permitem automatizar ou substituir muitas (ou quase todas) de suas funções, as próprias tarefas executivas começam a correr risco.

Se esta iniciativa do IFTF (Institute For The Future) der certo, talvez nem sejam mais necessários executivos C-level. Creio que vale a pena ler o artigo “Here´s How Managers Can Be Replaced By Sofware”, publicada na HBR.

É, até nós estamos em risco de disrupção…

(*) Cezar Taurion é é CEO da Litteris Consulting, autor de seis livros sobre Open Source, Inovação, Cloud Computing e Big Data

Fonte: CIO

Abs

Luiz

Atenção aos detalhes: o segredo para brilhar em tempos mais desafiadores


Dizer que 2015 será um ano desafiador já não é novidade para ninguém. O que é realmente difícil é acertar todos os elementos que serão essenciais a todos nós, que vendemos nossos produtos, ideias, serviços e nós mesmos. No entanto, posso afirmar com muita certeza que um dos mais importantes “ingredientes” de sucesso das organizações e profissionais se chama “atenção aos detalhes”.

E daí você para e pergunta: “O que vem a ser exatamente esta atenção aos detalhes?’”. Para te ajudar nesta tarefa de prestar maior atenção a tudo que cerca o seu negócio, compartilho três dicas para você implementar a partir de hoje. É uma espécie de “política de atenção extrema” a todos os detalhes que, direta e indiretamente, impactam o sucesso e a sustentabilidade do seu negócio:

1) Cuide de todos os detalhes que cercam seu produto ou serviço. Faça com que, desde a concepção do produto ou solução que você vende, todos os esforços estejam altamente orientados ao cliente. Na prática, isso envolve uma reflexão bastante profunda sobre o quão verdadeiramente sua empresa e seus profissionais estão focados nas necessidades, expectativas, desejos e sonhos do cliente (em inglês chamamos isso de “customer centric“, que se traduz em empresas realmente voltadas ao cliente) ou focadas na sua empresa (“company centric“, equivalente a empresas mais preocupadas em satisfazer suas necessidades e gerar o maior lucro possível).

Tudo o que você e sua empresa fizerem precisa estar 100% conectado com os desejos, necessidades, expectativas e sonhos dos seus clientes. Embora isso pareça um tanto quanto lógico, são poucas as empresas que pensam e agem desta forma.

2) Obsessão pelos detalhes. Estabeleça, como parâmetros mínimos de produção, atendimento e encantamento de clientes, os melhores e mais reconhecidos padrões de qualidade do mercado. Se uma empresa que você já conhece lhe fornece experiências inesquecíveis e memoráveis, tome-a como base para criar um modelo de encantamento ainda mais incrível. Para que isso aconteça, preste atenção a todos (repito: todos!) os detalhes que envolvem seu negócio: pesquisa & desenvolvimento, produção, marketing, vendas, pós-vendas, financeiro, logística etc. Todos os detalhes, em toda a sua cadeia de negócio, são fundamentais para criar experiências sensacionais aos seus clientes.

3) Pesquise e entenda melhor os seus clientes o tempo todo. Faça de cada contato com seus clientes (atuais e futuros) uma nova oportunidade de absorver deles novas expectativas, desejos, sonhos e necessidades. E também para entender melhor as grandes experiências que eles tenham vivido com outras empresas, produtos e serviços, que sejam marcadas exatamente pelo alto nível de encantamento. Isso é algo umbilicalmente ligado à atenção máxima a todos os detalhes, que é tão característico das empresas com maior e mais elevado nível de satisfação e lealdade. Quanto maior for este entendimento, maiores serão as chances de você customizar e personalizar seus produtos e serviços às necessidades e sonhos dos clientes.

Não posso dizer que a implementação das ações acima se dá da noite para o dia. Trata-se de um processo árduo e gradativo, que inclui aspectos ainda maiores. Entre eles, a existência de um grande propósito da empresa, que seja vivido e percebido na prática por clientes, colaboradores, fornecedores e toda a cadeia de negócios que sua empresa estiver inserida, incluindo aí a própria sociedade.

No entanto, posso dizer desde já que, se você focar seus melhores esforços na construção deste modelo de excelência fortemente baseado na atenção aos detalhes, os resultados, no médio e longo prazo, serão incríveis. E, consequentemente, surgirá um negócio muito mais saudável, sustentável e o que é mais importante: querido e desejado pelo mercado.

Bons negócios e ótimas vendas!

(*) José Ricardo Noronha é vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor

Fonte: CIO

Abs

Luiz

Como se preparar para a falta de líderes


Milhões de Baby Boomers se preparam para se aposentar. Muitos esses profissionais atualmente ocupam posições de liderança corporativa de alto nível. Sua saída de cena deixará muitas vagas de gestão (C-Level) a espera de um substituto apto a ocupar aquela cadeira. O resultado de uma pesquisa, contudo, mostra um cenário curioso.

De acordo com o estudo Global Workforce Leadership encomendado pela provedora de soluções de gestão de talentos Saba Software e em parceria com a consultoria de RH WorkplaceTrends.com, poucos querem ocupar essas posições.

O instituto ouviu 1 mil profissionais de recursos humanos espalhados por oito países e constatou que menos de metade (47%) dos entrevistados acredita que tem um pool de talentos capazes de suprir uma eventual carência de executivos de gestão em suas empresas.

Mas a questão é muito mais complexa do que uma simples questão de demanda superando a oferta. A pesquisa também descobriu que uma quantidade assustadora de funcionários não estão interessados naquela sala bacana na extremidade do escritório. Apenas 11% dos funcionários das empresas aspiram um cargo de C-Level.

“O que preocupa é que, literalmente, o futuro da liderança em algumas organizações globais está em risco”, comenta Emily He, diretora de marketing da Saba. “Há mais em jogo do que a aposentadoria dos Baby Boomers. Há uma necessidade de encontrar, desenvolver e inspirar novos líderes – em todos os níveis – que vem com uma necessidade de mudar”, acrescenta.

Certamente existem talentos suficientes disponíveis para preencher as vagas deixadas pelos que se aposentam pelo tempo de serviço. O problema, então, seria de percepção, ambição e desenvolvimento profissional. As organizações simplesmente não estão fazendo o suficiente para desenvolver potenciais líderes, especialmente os recém-chegados e enquadrados como Geração Millenials (nascidos imersos em um ambiente digital).

O que é liderança?
Parte do problema, diz Emily, é que a forma como os trabalhadores definem liderança mudou de geração para geração. Enquanto os Boomers e até mesmo membros da Geração X (nascidos nos anos 80) tendem a associar a liderança com funções de gerenciamento e títulos C-Level, os nativos digitais mais jovens encaram o termo mais como algo de situação.

“Fizemos uma pesquisa recente que revelou que 68% dos empregados da geração millenial já se consideram líderes, independentemente do seu título. Eles acreditam que têm a capacidade de exercer influência sobre a sua organização e, assim, conseguir exercer certo domínio em sua área de atuação e ajudar na orientação ou a guiar outras pessoas”, observa a diretora.

Dito isto, o relatório conclui que apenas 11% deles almejam uma posição de diretoria formal e apenas 10% pretende ocupar um papel de liderança tradicionalmente definido.

“Enquanto as empresas ainda estão definindo liderança de uma forma tradicional, através de títulos de gestão e escritórios executivos, para a maioria dos trabalhadores mais jovens, trata-se de algo situacional e é muito pessoal a forma como as pessoas abraçam o fato de ser um líder em virtude de suas ações e seu impacto. A experiência supera título em si”, comenta.

Assim, talvez tenha chegado a hora de as empresas começarem a redefinir o que significa o termo liderança em parâmetros modernos. Isso implicaria ir além das descrições de trabalho para passar a encarar o fato de acordo com o impacto real que as pessoas conseguem obter a partir de suas atitudes de guiar os rumos da organização.

Infelizmente, os esforços da maioria das empresas no desenvolvimento da próxima geração de líderes estão errando o alvo. Pelo menos é o que mostra a pesquisa, que aponta que quase metade (46%) das organizações informa que a liderança era a habilidade mais difícil de se encontrar em funcionários.

Das empresas que responderam à pesquisa, 39% possuem programas de desenvolvimento de líderes. Contudo, apenas 15% dos empregados dessas companhias sentem que a formação que recebem é prepará-los para a sua próxima posição.

Hoje, os funcionários estão à procura de rumo personalizado para suas carreiras. Na verdade, o levantamento mostra que a maioria dos funcionários busca feedback trimestral ou semanal, bem como acesso ao desenvolvimento de carreira onde quer que estejam. Eles esperam que esses treinamentos oferecidos venham através de conteúdo atrativo, da mesma maneira que consomem séries da Netflix em suas casas, revela a pesquisa.

Percepção X realidade
Os resultados do estudo mostram um grande contraste entre o que os funcionários querem de suas organizações e a realidade que lhes cerca. Metade (52%) das empresas realiza avaliações anuais de desempenho, sendo que 58% das companhias usam planilhas para realizar esse processo.

Menos de 25% das empresas entrevistadas utilizam recursos avançados de tecnologia, como big data, métricas de visualização, análise preditiva ou aprendizado de máquinas para obter insigths e maximizar o desenvolvimento de talentos.

“O que descobrimos é uma grande desconexão entre o que os funcionários querem e que os empregadores oferecem em termos de formação, desenvolvimento continuado, mentoria, orientação e feedback”, comenta Dan Schawbel, fundador da WorkplaceTrends.com. “A maioria das empresas ainda estão usando livros, planilhas, manuais; ao passo que os funcionários estão procurando ferramentas online passíveis de serem acessadas através de dispositivos móveis”, acrescenta.

E quando as organizações não investem no desenvolvimento de seus recursos humanos, os colaboradores sentem-se menos engajados e interessados na continuidade do trabalho para aquela organização.

“Se você é do RH, provavelmente, está vendo uma mudança profunda acontecer diante de seus olhos. Suponha-se que saiba, melhor do que ninguém, o que como conduzir as atividades de desenvolvimento de talentos. Contudo, esses gerentes de recursos humanos precisam levar em conta que, em 2020, metade de sua força de trabalho vai ser da geração Millennial. A menos que você comece agora a adaptação cultural necessária, o desenvolvimento profissional e o planejamento de sucessão de lideranças, estará em apuros”, diz Schawbel.

E como lidar com o contexto
Mas como as empresas podem adotar uma postura proativa e fugir de uma eventual crise de sucessão? Existem três principais áreas de ênfase, afirma Emily He, da Saba. Em primeiro lugar, ela avalia que é necessário repensar a relação entre empregador e empregado e perceber como isso mudou de geração em geração.

“No passado, os funcionários passavam longos períodos de tempo trabalhando para um empregador. Lá, seguiam um caminho através de promoções, avançando cargos gradualmente. Esse não é mais o caso”, comenta. Para a diretora, o cenário torna a ideia de que uma empresa possui um pool de talentos de liderança “no banco” de recursos humanos algo completamente obsoleto.

Tanto empresas quanto trabalhadores devem entender que o prazo médio de permanência de um profissional em uma organização agora é (bem) inferior a uma década. Por isso, deve-se manter alinhamento de expectativas claras sobre como se desenvolverão as relações de trabalho e como qualidades de liderança podem ser maximizadas durante esse curto espaço de tempo.

Em segundo lugar, as práticas de gestão de talentos devem ser revisto. Promover o envolvimento dos funcionários e melhorar a cultura corporativa vai ampliar a felicidade dos funcionários e as taxas de retenção, o que irá capacitar lideranças de todos os níveis da organização.

“Estes desejos dos funcionários por avaliações de desempenho mais frequentes, orientação mais próximo, desenvolvimento e treinamento forma um laço forte entre as partes. Ao mostrar que está investido no contínuo crescimento e sucesso de seus recursos humanos, a empresa aumenta o engajamento e produtividade. É uma vitória para ambas as partes”, cita.

Em terceiro lugar, as empresas devem tirar proveito da tecnologia para melhor gerir os seus processos de talentos; desde a busca até atração, aquisição, contratação, desenvolvimento e formação de pessoas.

“As gerações atuais e futuras são tecnológicas. É uma boa oportunidade usar análise preditiva e orientação prescritiva para moldar suas carreiras. Ao alavancar recursos computacionais em todos os aspectos de seu processo de gestão de pessoas, a empresa pode ajudar a fortalecer a liderança, mas também identificar os líderes em todos os níveis”, detalha.

O ponto de partida
“As empresas precisam repensar suas estratégias de gestão de talentos e engajamento de funcionários em programas personalizados de carreira e de desenvolvimento, bem como usar ferramentas acessíveis e sistemas de rastreio e um foco na redefinição e liderança, em todos os níveis corporativos. Isso ajudará a cumprir as metas de crescimento e inovação que as empresas necessitam”, observa Schawbel.

Fonte: CIO

Abs

Luiz

Bloqueando Torrent / P2P através do TMG 2010


Um dos principais desafios dos administradores de redes nos dias atuais é a conscientização do usuário em relação ao uso de internet. E um dos principais problemas é o uso de torrents ou o famoso P2P.

 Como todos sabem, o torrent deixa a rede vulnerável, recentemente, até informações que alguns clientes de torrent estavam sendo utilizados para mineirar bitcoins em segundo plano.

Esse clients utilizam diversas portas para realizar a conexão com os servidores e iniciar o download, e por isso, não é uma tarefa tão simples bloquear a sua utilização em uma rede corporativa.

Neste artigo, iremos analisar como utilizar o TMG 2010 para realizar o bloqueio de torrentes dentro de uma rede que utiliza o firewall / proxy da Microsoft.

Mais um artigo no blog do Anderson Patricio.

Abs

Luiz

Os melhores apps da semana para Windows Phone


A semana teve novidades interessantes no Windows Phone, como o app do site de receitas Tudo Gostoso e o planejador de viagens Tripwolf. Veja estas e outras dicas na nossa lista:

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Another Note

another note

O OneNote que vem embarcado nos Windows Phone é um ótimo app, mas, se você não vai muito com a cara dele, o Another Note pode ser outra (perdão pelo trocadilho) ótima opção. Ele faz tudo que você pode esperar de um app de anotações, além de ter suporte a reconhecimento de voz de 35 idiomas.

Download: Another Note – grátis

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Tripwolf

tripwolf

Se você vai tirar férias daqui a alguns meses e precisa de ajuda para planejar sua viagem, temos uma boa notícia para você: o Tripwolf, um dos melhores apps do gênero para iOS e Android, acabou de chegar ao Windows Phone. Com ele, você tem recomendações de trilhas, viagens de carro, passeios e hotéis.

Download: Tripwolf – grátis

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Tudo Gostoso

Tudo Gostoso

Um dos principais sites de receitas do Brasil, o Tudo Gostoso ganhou um app para Windows Phone esta semana. Agora você pode acessar mais de 150 mil receitas pelo smartphone e buscar por nome do prato ou ingredientes — ótimo quando alguma coisa aí da sua geladeira ou dispensa está para perder ou quando você quer fazer alguma coisa mais sofisticada mas tem poucas opções. Bom apetite!

Download: Tudo Gostoso – grátis

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Loco Music Player

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O Loco Music Player é um tocador de músicas com foco em playlists: você pode criar e editar suas listas de músicas com bastante facilidade. Além disso, tem suporte a cartão SD, integração com OneDrive, capas de discos e navegação por gestos.

Download: Loco Music Player – trial grátis / R$1,99

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Fonte: Gizmodo

Abs

Luiz

Os melhores apps da semana para Windows Phone


Apps para ler PDF, organizar seus arquivos e matar as saudades do MS-DOS. Veja estas e outras dicas na nossa lista:

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Foxit Reader

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Há muito tempo, o Foxit Reader é uma excelente alternativa ao leitor de PDF da Adobe em PCs. Agora, o app chegou no Windows Phone (e também para o Windows 8), com a mesma tecnologia do programa para desktops. O Foxit é bem leve e tem boas funções, como suporte a arquivos do cartão SD, busca interna nos documentos e visualização de propriedades dos arquivos.

Download: Foxit Reader – grátis

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Briefcase

Já tem um bom tempo que vários gerenciadores de arquivos estão na loja do Windows Phone, incluindo um oficial, da Microsoft. Mesmo assim, vale a pena dar uma olhada no Briefcase. Ele tem alguns truques bem interessantes: dá para acessar o OneDrive com ele, a tela inicial pode ter links para suas pastas favoritas e as operações de copiar e colar são bem simples e intuitivas. Por fim, ele também tem suporte a ZIP, para você comprimir ou descompactar arquivos.

Download: Briefcase – grátis

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UniShare

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O UniShare é um app para você atualizar várias redes sociais ao mesmo tempo. A versão grátis tem suporte a Twitter, Facebook e LinkedIn, enquanto a versão premium –que está gratuita até segunda-feira– adiciona Yammer, Tumblr, Geeklist e Pocket às opções.

Download: UniShare – grátis (versão premium grátis até dia 6 de abril)

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MS-DOS Mobile

Ok, esta é uma pegadinha de primeiro de abril, lançada esta semana pela Microsoft. Não é o sistema operacional completo, claro, mas é divertido matar as saudades daquele tempo e digitar alguns comandos no seu Windows Phone, vai.

Download: MS-DOS Mobile

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Anatel

anatel

A Anatel lançou seu app oficial para Windows Phone. Com ele, você pode ver antenas das operadoras instaladas, tecnologia existente no município, ranking de sinal e outras informações bastante úteis.

Download: Anatel – grátis

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Atualizações

  • A versão 4.1 do 6tag recebeu uma melhoria significativa na qualidade das imagens.
  • O editor de imagens Fhotoroom ganhou novos controles e presets.
  • O Skype Qik agora tem mais efeitos para você adicionar a suas mensagens em vídeo.

Fonte: Gizmodo

Abs

Luiz

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